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                                                              M    Y       T    O    R    Y   





    

Cópia instantânea

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Acabei de ver um beija-flor, mas já vou logo avisando que o texto não tem nada a ver com beija-flores nem qualquer outro animal. Pensando bem, pode ser um animal sim; pra mim tanto faz a classificação que seja dada a esse ser humano tão desprovido de criatividade. Pronto, cheguei no ponto que queria chegar. Falta de criatividade. A maioria das pessoas sofre disso ás vezes. Eu, que sempre tenho idéia pra tudo, também sofro. O fato é que se eu não tiver idéia alguma, eu vou ficar sem, porque a coisa mais ridícula e ignorante é imitar alguém. E não é aquele imitar sutil, em que você no máximo rouba uma legendinha de foto no orkut aqui e um subnick de msn ali. No meu caso, eu acho sinceramente, que o ser humano de quem falo deve ter um transtorno obssessivo compulsivo por mim! Foi a melhor explicação a que cheguei. E não, não quero ser convencida, até porque nem me considero uma pessoa tão interessante assim de ser. Olha, o negócio é o seguinte: eu estou enlouquecidamente de saco cheio de ter alguém querendo ser eu. Sério mesmo. Uma hora cansa. Eu não vou continuar pro resto da minha vida pensando que eu tenho que ignorar. Na maioria das vezes, é bem maior do que eu. Imagine-se na minha situação: de um dia pro outro, alguém começa a te imitar, até então, ok. Mas aí isso passa a ser freqüente, e chega até o ponto de tal ser humano dizer que ama as mesmas coisas que você é apaixonada desde criança, de querer ouvir tudo que você ouve, de agir como você age, de falar como você fala, de dar um ctrl c + ctrl v em tudo que você escreve, além de ficar comparando as notas escolares, o ponto mais ridículo de tudo. Não, eu não quero ignorar mais! Não aceito mais ouvir que pode ser admiração, ainda se fosse. Não aguento mais e ponto final. Porque eu tenho que fingir que isso é uma coisa normal? Todo mundo diz: - Giu, calma, relaxa. Tenta não prestar atenção no que * faz, nunca vai ser você. Ok, isso eu sei, mas me encomoda. Falta de criatividade, de senso de ridículo, ignorância, admiração, infantilidade, seja o que for! Mas eu não tô mais afim de relevar. E o pior de tudo, de tudo mesmo, é que eu ainda tenho que ver bendito ser humano pregando a maior moral de cuecas sobre SER VOCÊ MESMO.